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Ensaios no transformador

Há ensaios básicos que determinam os parâmetros de um transformador. Estes parâmetros (magnetização, perdas no núcleo, perdas no cobre, etc.) são utilizados por exemplo para efeitos de manutenção (constar degradação dos parâmetros originais).

Obs: abaixo, os procedimentos estão simplificados, para facililtar no entendimento do por que de cada teste.

1- Ensaio a vazio.

Este é feito com o secundário em aberto, não ligado a nada, por isso o nome “a vazio”. Então liga-se no primário a sua tensão nominal.

Podemos então deduzir que o transformador está realmente a vazio, pois não há carga conectada no secundário. Como não há carga no secundário, a corrente no secundário é nula, e a corrente no primário é mínima, suficiente apenas para magnetizar o núcleo.

Assim, concluímos que neste ensaio determinamos parâmetros em relação ao núcleo e à magnetização, já que o fluxo magnético é proporcional à tensão aplicada (estamos com a tensão nominal, então o fluxo é nominal).

2- Ensaio a curtocircuito.

Este ensaio é feito com os terminais no secundário em curtocircuito, simulando uma carga máxima.

Como o secundário está em curto, já saberemos que não pode-se aplicar a tensão nominal no primário, sob o risco de queimar o transformador. Deste modo, variamos essa tensão no primário de modo que seja estabelecida a corrente nominal no primário. Quando acontecer, também sabemos que pela relação de transformação, a corrente no secundário também estará próxima à sua nominal.

Note que ambas as correntes são nominais, ou máximas em cada lado. Assim, a componente potência ativa será significativa agora.

Note também que a tensão aplicada ao terminal primário não é a nominal, muito pelo contrário, é muito inferior. Então o fluxo magnético será minimizado a ponto de ser desprezível (pois ele é proporcional à tensão aplicada).

Concluímos então que este teste nos fornecerá os parâmetros que precisamos para calcular as perdas no cobre.

3- Considerações.

Principalmente no ensaio de curtocircuito, é MUITO IMPORTANTE que a tensão no primário comece do zero, para evitar que o técnico comece a variar a partir de uma tensão que seja suficiente para provocar corrente acima da nominal nos enrolamentos do transformador.

Pode-se utilizar voltímetros, amperímetros e wattímetros para auxiliar nas medições e ter um maior controle na evolução das variáveis (tensão e corrente).

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