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Interligação SPDA-aterramento II

Recomendação: leia o post Interligação SPDA-aterramento I antes.

Na verdade, a DDP do raio está apenas entre a nuvem e o captor do SPDA. O potencial do captor é o mesmo da terra, visto eles estarem bem interligados por um condutor de baixíssima resistência (bitola do condutor SPDA é grande).

Então, o perigo está justamente entre a nuvem e o captor. E a corrente irá preferir percorrer o caminho “captor-condutor SPDA-terra” do que o caminho “captor-condutor SPDA-terra que vai pro QGBT-terra que vai pra carcaça-corpo da pessoa” (aqui há uma grande resistência que é nosso corpo).

Até aqui tudo bem né?? Mas….

…aí entra outro problema (na prática): a corrente do raio. Não sei qual a sua magnitude, mas com certeza deve ser grande não? (Devido ao efeito Joule de uma descarga atmosférica). Então, essa corrente sendo grande, percorrendo um condutor, há uma diferença de potencial entre o captor e a haste na terra do SPDA. Assim, haverá DDP entre o captor e a terra; essa DDP estaria também na carcaça.

Sendo a resistência de um condutor de cobre de 50mm² igual a 0,017 Ohms (assumindo comprimento de 50m de descida). Então, para que a tensão entre captor e terra fique em 127V, bastaria uma corrente de 7.500A. Não é um valor de corrente aceitável para um raio?

Bom, a norma recomenda a interligação entre SPDA e sistema de aterramento.

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